Situação das maternidades de Salvador é debatida durante reunião do Rede Cegonha

Dados sobre a infraestrutura e equipes de algumas maternidades públicas de Salvador e Região Metropolitana, como a dos hospitais Menandro de Farias e João Batista Caribé foram apresentados na manhã de hoje, dia 23, na sede do Ministério Público estadual, no CAB durante reunião do projeto ‘Rede Cegonha’. O encontro foi presidido pela promotora de Justiça Mirella Brito, que dividiu a mesa de abertura com os promotores de Justiça Carlos Martheo Guanaes e Ana Luiza Menezes Alves Matui. Na ocasião, a diretora de Gestão da Rede Própria (DGRP) da Secretaria de Saúde do Estado da Bahia (Sesab), Tereza Paim, divulgou que a Maternidade João Batista Caribé será reformada. “A expectativa é que esta maternidade realize 90 partos por mês”, destacou Tereza Paim. Ela também apresentou os dados da maternidade do Hospital Menandro de Farias, localizada em Lauro de Freitas, que possui duas salas de cirurgia, sendo uma para cirurgia geral e outra obstétrica, uma sala de curetagem, uma de parto normal e uma de pré-parto com sete leitos.

Outro assunto debatido no encontro foi a estratégia Quali.Neo, criada pelo Ministério da Saúde com o objetivo de diminuir a mortalidade neonatal e qualificar o atendimento ao recém-nascido nas maternidades das regiões Norte e Nordeste. Em julho de 2017, a Sesab assinou com o Ministério da Saúde um convênio para que a Maternidade José Maria de Magalhães Netto, no Pau Miúdo, a maternidade do Hospital Roberto Santos, no Saboeiro, e a Climério de Oliveira, em Nazaré, recebam a estratégia Quali.Neo. Essa estratégia de monitoramento inclui um plano de ação e indicadores que vão avaliar diversos itens, como taxa de mortalidade neonatal e taxa de aleitamento materno exclusivo na alta hospitalar para os bebês egressos das unidades neonatais. Segundo dados divulgados pelo Ministério da Saúde, a Bahia é o 2º estado de pior mortalidade infantil no país.

Também foi discutida no encontro a situação da maternidade do Hospital Roberto Santos, que não possui nenhuma incubadora umidificadora para os bebes que nascem prematuramente, mesmo apresentando uma taxa de 40% de hipotermia, bebes prematuros que precisam ser aquecidos.  O projeto ‘Rede Cegonha’ foi criado pelo MP com o objetivo de reduzir a morbi-mortalidade materna e infantil no estado da Bahia, por meio do acompanhamento da efetivação da assistência à saúde de qualidade voltada às gestantes, parturientes e recém-nascidos. A coordenadora do projeto é a promotora de Justiça Mirella Brito que promove visitas in loco às maternidades e reuniões mensais no MP, onde são discutidas questões como estrutura hospitalar e de equipe com vistas a propor soluções para os problemas apresentados. O ‘Rede Cegonha’ também conta com a participação da sociedade que pode denunciar casos de pré-natal de baixa qualidade, ausência de maternidade nos municípios, descumprimento da Lei do Acompanhante e dificuldade de marcação das primeiras consultas do bebe, dentre outros.

Crédito das fotos: Rodrigo Tagliaro – Rodtag

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