MP participou de audiência pública da Câmara Municipal que debateu violência obstétrica em Salvador

O Ministério Público estadual, por meio da promotora de Justiça Andréa Scaff, participou na manhã dessa segunda-feira (3) de uma audiência pública promovida pela Câmara Municipal de Salvador que debateu o tema da violência obstétrica. A audiência, que foi presidida pela vereadora Marta Rodrigues, contou com a presença da professora e presidenta da Associação de Doulas do Rio de Janeiro (Adoulas RJ) e diretora da Federação Nacional de Doulas do Brasil (Fenadoulas), Morgana Eneile. “No Brasil, a violência obstétrica está relacionada com a misoginia e o racismo. Mesmo em condições precárias, o racismo obstétrico se diferencia impondo às mulheres negras outro processo de atendimento”, destacou.

A promotora de Justiça Andréa Scaff, uma das gerentes do projeto do MP chamado ‘Cegonha’, que visa promover o aperfeiçoamento da rede obstétrica e o atendimento às gestantes na Bahia, ressaltou a necessidade de se quebrar o paradigma de que as mulheres não podem ser ouvidas a respeito do plano de parto que desejam. “Se não houver contra indicação médica, a mãe pode optar pela via de parto”, destacou. Na ocasião, ela convidou os presentes a participarem das reuniões mensais do projeto ‘Cegonha’, visando ampliar o debate no Estado da Bahia.   

“Lutamos pelo parto digno e respeitoso. A violência deixa marcas nessa mãe por isso devemos combatê-la”, afirmou Tarsila Leão. A audiência virtual contou com a presença da defensora pública do Estado da Bahia, Livia Almeida; da representante da Rede de Parto Humanizado, Ariane Teixeira; das representantes do Coletivo Doulas Pretas, Chenia d’Anunciação e Sueide Ferreira; Tarsila Leão, da Associação de Doulas da Bahia; e Deliana Santos, do Centro de Parto Normal (CPN) da Mansão do Caminho, dentre outros. A violência obstétrica é aquela que acontece no momento da gestação, parto, nascimento ou pós-parto, inclusive no atendimento ao abortamento. Pode ser física, psicológica, verbal, simbólica ou sexual, além de incluir atitudes de negligência, discriminação ou condutas excessivas, que não respeitam as mulheres, impedindo-as de exercer seu protagonismo.

Cecom/MP – Telefones: (71) 3103-0446 / 0449 / 0448 / 0499 / 6502

Redator: Milena Miranda DRT Ba 2510

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